Um Grande Prémio da Tailândia quente, molhado e exigente foi o cenário para Miguel Oliveira, da Red Bull KTM Factory Racing, levar a sua KTM RC16 ao lugar mais alto do pódio pela segunda vez em 2022 e pela quinta vez na sua carreira na categoria principal.
- Oliveira salta da 10.ª posição para liderar 12 voltas e vencer num Circuito Internacional de Chang marcado pela chuva
- O piloto português conquista a sua quinta vitória no MotoGP desde 2020 – todas com a KTM RC16 – e a sétima da KTM em seis anos.
- Este feito é o segundo sucesso da Red Bull KTM Factory Racing após vencer o Grande Prémio da Indonésia no início deste ano, estando agora em 3.º no campeonato de equipas
- Brad Binder termina em 10.º lugar depois de um contacto inocente no início da corrida que fez o sul-africano perder posições
- Raul Fernandez é o melhor classificado da Tech3 KTM Factory Racing em 15.º, enquanto Remy Gardner caiu
- Após três fins de semana consecutivos de competição, o MotoGP faz uma breve pausa antes da dupla jornada na Austrália e na Malásia
O MotoGP percorreu 26 voltas molhadas no Circuito Internacional de Chang para o primeiro Grande Prémio da Tailândia desde 2019. Para além do desafio físico e mental, os pilotos tiveram de procurar a aderência ideal depois de chuvas torrenciais terem molhado a pista e até causado o encurtamento e posterior cancelamento da corrida de Moto2.
Oliveira, já vencedor em condições de chuva este ano, conseguiu destacar-se. O seu superior feeling e velocidade na última secção do traçado de Chang permitiram-lhe ultrapassar Jack Miller e liderar desde a décima quarta volta até à bandeira de xadrez.
Brad Binder, na sua primeira participação no MotoGP com a KTM RC16 na Tailândia, partiu da quarta fila da grelha, ao lado do seu companheiro de equipa. Foi atingido por Aleix Espargaró nas duas primeiras voltas e forçado a sair da pista. A partir daí lutou para recuperar até ao 10.º lugar.
Raul Fernandez levou a sua máquina da Tech3 KTM Factory Racing ao 15.º lugar, a última posição pontuável. O espanhol começou a sentir-se mal na noite de quinta-feira em Buriram, mas realizou uma prestação admirável para aguentar a distância na Tailândia. Remy Gardner caiu na primeira secção a meio da corrida.
Binder, em 6.º, está a 25 pontos de Jack Miller, que é 5.º no campeonato mundial. Oliveira é 8.º, enquanto a Red Bull KTM Factory Racing é agora a 3.ª melhor equipa da série e a KTM está em 4.º no campeonato de construtores.
O MotoGP reúne-se novamente no cénico e fluido circuito de Phillip Island para uma visita muito aguardada a este popular local. O Grande Prémio Animoca Brands da Austrália terá lugar a 15 e 16 de outubro.
Miguel Oliveira: “De certeza que foi uma corrida longa! Mas não me posso queixar, sempre que temos a oportunidade de atacar na chuva sou super-rápido. Quando vi o tempo, tive flashbacks da Indonésia e tentei manter os pés no chão. Queria fazer uma boa partida e minimizar os erros. Estou muito satisfeito com esta vitória no final da época. Sim, foi na chuva, mas aceito uma vitória em qualquer condição!”
Brad Binder: “Estava mesmo ansioso pela corrida na chuva hoje. Não tive uma boa partida, mas ultrapassei alguns pilotos e depois, na segunda volta, alguém bateu-me por dentro e saí da pista. Quando voltei, estava muito atrás no pelotão e não conseguia ver nada! Na reta parecia que alguém tinha um cobertor sobre os meus olhos por causa do spray. Felizmente, recuperei algumas posições e consegui o 10.º lugar. É frustrante porque sei que podia ter feito muito melhor hoje. Próxima paragem, Phillip Island.”
Raul Fernandez: “Desejava que chovesse porque não estava no meu máximo físico, por isso fiquei bastante contente. Senti-me bem no início da corrida, mas depois o nosso ritmo começou a cair e fui perdendo confiança volta após volta. Por isso estou frustrado, porque acho que podia ter terminado no Top 10. A pista estava a piorar, por isso tive de analisar e decidir como pelo menos terminar nos pontos. De qualquer forma, foi bom ter algumas batalhas com Brad Binder, pilotos da Aprilia, e conseguimos um ponto, o que é muito positivo.”
Remy Gardner: “Gostei das primeiras voltas da corrida, embora fosse difícil ter visibilidade nas retas com tanta água. Senti-me muito bem no início e estava a registar bons tempos por volta. Infelizmente, acabei por cair, o que é pena porque acho que podíamos ter terminado no top 10. A seguir vem a Austrália, por isso estou ansioso por correr lá e espero que possamos ter um bom resultado em casa.”
Francesco Guidotti, Diretor da Equipa Red Bull KTM: “O Miguel fez um trabalho incrível. Estava em 10.º na primeira volta, mas a visibilidade era baixa, recuperou e foi muito inteligente e rápido nas suas manobras. Estava numa missão e sabemos o quão bom ele é nestas condições. Quando passou para a liderança, conseguiu impor o seu ritmo: rápido e seguro. Não nos esqueçamos que o Miguel também foi rápido em seco, tal como o Brad. Teve azar porque o Aleix o tirou da pista, o que dificultou a recuperação. Também melhorámos a nossa posição no campeonato de equipas e recuperámos terreno no campeonato de construtores. Faltam três provas!”






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